ESPIRITISMO NA NOVELA DAS 6


Após acidente na Globo, Carlos Vereza se converteu ao espiritismo
Folha Online 26/04/2010 07:15:00 -
LAURA MATTOS 

O ator Carlos Vereza, 69, recebeu apenas cachê simbólico para interpretar o protagonista do filme "Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito". Espírita desde 1990, ele também está feliz com o papel do espírito de luz Athael na novela das seis da Globo, "Escrito nas Estrelas". Em entrevista à Folha, o ator contou ter se convertido ao espiritismo após sofrer um acidente de trabalho na Globo.
"Eu não tinha nenhuma religião. Sempre acreditei em Deus, mas esse mundo era distante. Você chega ao espiritismo pelo amor, pela dor ou razão. Eu sofri um acidente de trabalho na Globo, um tiro, um efeito especial mal feito. Colocam pólvora no local e acionam por um controle remoto. Era um seriado medíocre chamado Delegacia de Mulheres", lembrou.
Vereza conta que seu ouvido interno foi atingido. "Fiquei com labirintite e tive que parar de trabalhar, o que me levou à depressão. Os médicos diziam que não tinha como resolver. Fui internado em várias clínicas. Procurei o centro Frei Luiz, indicado por uma tia católica que me disse que um primo havia sido curado lá de leucemia. Em sete meses, eles me curaram", disse.  
Carlos Vereza, que está na novela das seis "Escrito nas Estrelas"  
Depois disso, Vereza se tornou médium e é voluntário no centro até hoje. Ele acredita que o sucesso do filme "Bezerra de Menezes", visto por mais de meio milhão de pessoas, abriu uma "corrente de obras espiritualistas". "Se está tendo sucesso, e isso é lei de mercado, é porque as pessoas estão precisando. Os produtores fazem pesquisas e começam a perceber que o público precisa de um pouco de paz, de uma respiração".  
Sobre a novela, cujo protagonista morre no primeiro capítulo e segue como espírito na trama, Vereza disse que, até onde leu o roteiro, "está absolutamente fiel à doutrina espírita"  


"Sempre acreditei que há vida após a morte", diz autora de novela da Globo
Folha Online 26/04/2010 07:00:00 –
LAURA MATTOS 

Católica, a autora da novela das seis da Globo, "Escrito nas Estrelas", Elisabeth Jhin teve assessoria de espíritas para escrever sua trama, que atingiu 25 pontos de média nas duas primeiras semanas (1,5 milhão de domicílios na Grande SP).  
O cineasta Wagner de Assis, que está dirigindo o filme "Nosso Lar", baseado em livro de Chico Xavier, foi um dos que a auxiliaram, conta Jhin, em entrevista à Folha. Ela também leu livros do psiquiatra Brian Weiss, que estuda reencarnação.  
TV Globo 

Folha - O que achou do resultado de audiência da novela até agora?  
Elisabeth Jhin - Estou muito feliz com a repercussão. Escrever novela é um trabalho árduo. Saber que o público está gostando é uma alegria. O entusiasmo de toda a equipe é grande, e isso é essencial para um bom resultado no ar.  
Folha - O tema espiritual colabora para o sucesso?  
Jhin - Sim, se considerarmos que estamos refletindo sobre inquietações pelas quais todos passamos. Minha intenção é enfocar a espiritualidade no seu sentido amplo, aquela busca pelo sagrado que existe dentro do homem desde que ele se pôs de pé e conseguiu olhar para o alto.  
Folha - Por que novelas espíritas costumam fazer sucesso?  
Jhin - O estudo da espiritualidade reflete sobre questões pertinentes a todos. Imagino que a identificação do público pelo tema tenha a ver com isso, independentemente de religião. Mas não acho só o tema determinante para o sucesso da empreitada, que envolve o talento de muita gente.  
Folha - A autora Andrea Maltarolli [morta em 2009] estava fazendo a sinopse de uma novela sobre fantasmas para este ano. É coincidência que você tenha optado pelo espiritismo ou a Globo tinha planos de abordar o tema agora?
Jhin - A ideia desta novela surgiu a partir de um artigo sobre reprodução humana e os aspectos éticos ligados à ciência genética. Pensei em como seria uma mulher gerar um filho com o sêmen de um homem morto e comecei a me perguntar sobre as implicações de um ato desses na esfera espiritual. Quando criei a novela, não pensei no centenário do Chico Xavier, foi coincidência.  
Folha - Como católica, como fez para conceber a história?  
Jhin - Sou católica de formação, estudei em colégio de freiras, mas não pratico nenhuma religião. A busca da espiritualidade sempre foi uma constante em minha vida. Sempre acreditei que existe vida após a morte, ela continua de outra forma e em diferentes dimensões. Para a novela tive vários encontros com Luiz Queiroz e Wagner de Assis, que me ajudaram a entender a espiritualidade. Também li muito, principalmente livros de Brian Weiss [psiquiatra norte-americano que pesquisa reencarnação e terapia de vidas passadas].  
Folha - Como é criar um mundo desconhecido?  
Jhin - Em uma obra de ficção, a imaginação é fundamental, seja para criar um mundo desconhecido ou mesmo conhecido. Também buscamos estudar e entender sobre aquilo que vamos escrever. É uma pitada de cada coisa.

Veja  a cena do desencarne do personagem Daniel:
 http://www.youtube.com/watch?v=tf0QdDbt09Y&feature=related