No
entanto, a maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje,
não está interessada nos problemas fundamentais
da existência. Antes se preocupam com seus negócios,
com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acham que
questões como “a
existência de Deus” e “a
imortalidade da alma” são
da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de
filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas
vidas, elas nem se lembram de Deus e, quando se lembram, é
apenas para fazer uma oração, ir a um templo, como
se tais atitudes fossem simples obrigações das quais
todas têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra.
A religião para elas é mera formalidade social,
alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo
será um desencargo de consciência, para estar bem
com Deus. Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam firme convicção
naquilo que professam, carregando sérias dúvidas
a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte.
Quando,
porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande
problema, a perda de um ente querido, uma doença incurável,
uma queda financeira desastrosa - fatos que podem acontecer na
vida de todo mundo - não encontram em si mesmas a fé
necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema
com coragem e resignação, caindo, invarialmente,
no desespero.
Onde
se encontra a solução?
Há
uma doutrina que atende a todos estes questionamentos. É
o Espiritismo.
O
conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e
racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos
iniciar uma transformação íntima, para melhor.
Mas,
o que é o Espiritismo?
O
Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos
Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada)
por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, no
século passado.
O
Espiritismo é, ao mesmo tempo filosofia, ciência
e religião.
Filosofia,
porque dá uma interpretação
da vida, respondendo questões como “de
onde eu vim”, “o
que faço no mundo”, “para
onde irei depois da morte”.Toda
doutrina que dá uma interpretação da vida,
uma concepção própria do mundo, é
uma filosofia.
Ciência,
porque estuda, à luz da razão
e dentro de critérios cientificos, os fenômenos mediúnicos,
isto é, fenômenos provocados pelos espíritos
e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos,
mesmo os mais estranhos, têm explicação científica.
Não existe o sobrenatural no Espiritismo.
Religião,
porque tem por objetivo a transformação
moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na
sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor.
Uma religião simples sem sacerdotes, cerimoniais e nem
sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens,
velas, vestes especiais, nem manifestações exteriores.
E
quais são os fundamentos básicos do Espiritismo?
A
existência de Deus
que é o Criador, causa primária de todas as coisas.
A Suprema Inteligência. É eterno, imutável,
imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.
A
imortalidade da alma ou espírito.
O espírito é o princípio
inteligente do Universo, criado por Deus, para evoluir e realizar-se
individualmetne pelos seus próprios esforços. Como
espíritos já existíamos antes do nascimento
e continuaremos a existir depois da morte do corpo.
A
reencarnação. Criado
simples e sem nenhum conhecimento, o espírito é
quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele
é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade
de escolher entre o bem e o mal. Tem a possibilidade de se desenvolver,
evoluir, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor,
mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série
para outra, através dos diversos cursos. Essa evolução
requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la
encarnando no mundo e reencarnando, quantas vezes necessárias,
para adquirir mais conhecimento, através das múltiplas
experiências de vida. O progresso adquirido pelo espírito
não é somente intelectual, mas, sobretudo, o progresso
moral.
Não
nos lembramos das existências passadas e nisso também
se manifesta a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal
que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que
nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos
condições de viver entre eles atualmente. Pois,
muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos,
nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos que, presentemente,
se encontram junto de nós para a reconciliação.
A reencarnação, desta forma, é a oportunidade
de reparação, assim como é, também,
oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos
outros, apressando nossa evolução espiritual. Pelo
mecanismo da reencarnação vemos que Deus não
castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos,
pela lei de
“ação e reação”.
Todavia,
nem todas as encarnações se verificam na Terra.
Existem mundos superiores e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos
muito, poderemos renascer num planeta de ordem elevada. O Universo
é infinito e “na
casa de meu Pai há muitas moradas”,
já dizia Jesus.
A
comunicabilidade dos espíritos.
Os espíritos são seres humanos
desencarnados e continuam sendo como eram quando encarnados: bons
ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou
preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou
mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão
ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações.
Através dos denominados médiuns, o espírito
pode comunicar-se conosco, se puder e se quiser. A comunicação
se dá de conformidade com o tipo de mediunidade, sendo
as mais conhecidas: pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia),
pela visão (vidência) e a intuição,
da qual todos guardamos experiências pessoais.
Como
o Espiritismo interpreta o Céu e o Inferno?
Não
há céu nem inferno. Existem, sim, estados de alma
que podem ser descritos como celestiais ou infernais.Não
existem também anjos ou demônios, mas apenas espíritos
superiores e espíritos inferiores, que também estão
a caminho da perfeição - os bons se tornando melhores
e os maus se regenerando.
Deus
não se esquece de nenhum de seus filhos, deixando a cada
um o mérito das suas obras. Somente desta forma podemos
entender a Suprema Justiça Divina.
Por
que o Espiritismo realça a Caridade?
Porque
fora dos preceitos da verdadeira caridade, o espírito não
poderá atingir a perfeição para a qual foi
destinado. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos
e qualquer que seja a forma pela qual adorem o Criador, eles se
estendem as mãos, se entendem e se ajudam mutuamente.
Por
que fé raciocinada?
A
fé sem raciocínio não passa de uma crendice
ou mesmo de uma superstição. Antes de aceitarmos
alguma coisa como verdade, devemos analisá-la bem.
“Fé inabalável
é aquela que pode encarar a razão, face a face,
em todas as épocas da humanidade.” (Allan
Kardec)
E
onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo?
Começando
pela leitura dos livros de Allan Kardec em Obras
Básicas
Você
poderá ler, ainda, os livros psicografados por Francisco
Cândido Xavier, Divaldo
Pereira Franco, Yvonne
Pereira, José
Raul Teixeira, etc. e os
livros de Léon Denis,
Gabriel Delanne
e de tantos outros autores, encontrando-se
entre eles estudos doutrinários, romances, poesias, histórias
e mensagens de alento. Depois desta simples leitura, você
poderá ter dúvidas e perguntas a fazer. Se tiver,
é bom sinal. Sinal que você está procurando
explicações racionais para a vida. Você as
encontrará lendo os livros indicados acima e procurando
uma Sociedade Espírita seguramente doutrinária e
indiscutivelmente Espírita. Veja no item Centros
no Mundo a relação
de Sociedades Espíritas de sua localidade.
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