SERVIÇO INEGOÍSTA

As pessoas física e mentalmente perfeitas, é certo que mereceram em algum tempo de suas vidas, este estado.

Um autista bem trabalhado por pais e especialistas responsáveis, pode ser comparado a um fortuito raio de sol que brinca no semblante de uma pessoa agradecida, mas que também poderá desaparecer, quando a primeira nuvem passageira surgir.

Ele como indivíduo, que foi um total receptor de ensinamentos, comprova ter iniciativas próprias e faz usos das suas faculdades mentais, apesar de limitadas até onde não sabemos, e é capaz de fazer o raio de sol ressurgir.

Ele já tem consciência da força criadora do seu corpo mental, do emocional através um trabalho mútuo, de energias físicas que são dirigidas para o seu corpo físico.

O autista que receber um trabalho dedicado e consciente, não terá obstáculos, pessoa, ambiente, situações ou desarmonia que poderá perturbar seu sossego, paz ou segurança.

A Lei de Causa e Efeito atua enquanto não se consumirem, totalmente, as responsabilidades adquiridas.

Os autistas que se responsabilizaram por participar de uma nova arrancada espiritual, nem sequer aproveitaram o prazo determinado pela misericórdia, para cada alma, de acordo com a carga e o peso das suas experiências terrenas.

Alguns aceitam obrigações desta natureza, conscientes do auto-sacrifício de muitas encarnações que na maior parte das vezes, são injustiçadas por aquelas pessoas que recebem maior proveito e bênçãos.

O autista, submetido a experiências, provas e aprendizado, desenvolve-se espiritualmente, também seus familiares e aqueles que o cercam, pois faz deles um campo de trabalho, construindo no lar, a harmonia e a paz, a pureza e o amor.

Não existe melhor professor, técnico ou especialista do que a manifestação das boas ações.

Temos que procurar incessantemente vencer as discriminações e os preconceitos para continuar sonhando com o desenvolvimento da busca e o conseqüente encontro da cura do autismo.

Gananciosamente agarrar-se às nossas virtudes e êxitos por meio da nossa própria e livre vontade.

Quando o homem se convencer que é aquilo que ele mesmo criou, mesmo que no íntimo não o desejasse, como as causas, os efeitos, os apontamentos e recordações da sua vida que se manifestaram como imperfeições, conscientes das amarguras da vida, os incômodos e ódios, nos medos, nas alucinações e limitações, finalmente encontraremos a misteriosa chave da felicidade que tanto buscamos.

Nílton Salvador

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